Rankings

Casos bons não são tudo para uma boa submissão.

Encontre neste artigo

Existe uma crença comum no mercado jurídico de que uma boa submission é, essencialmente, uma boa lista de casos. Quanto mais complexos, mais sofisticados, mais vencedores, melhor. E embora os casos sejam sim o coração de qualquer formulário, essa crença cria um ponto cego perigoso: ela ignora tudo que está ao redor deles.

 

Ao longo da nossa atuação com rankings internacionais como Chambers, Legal 500 e Leaders League, vemos repetidamente o mesmo padrão: escritórios com atuação técnica irrepreensível ficando para trás de bancas objetivamente menores, mas muito mais estratégicas na forma como se apresentam. Não é injustiça. É o sistema funcionando exatamente como foi desenhado.

 

O pesquisador não está lá para descobrir o seu escritório. Ele está lá para confirmar o que você apresenta.

O formulário é uma narrativa, não um currículo

O primeiro erro, e talvez o mais comum, é tratar a submission como um preenchimento de campos. Nome do caso. Valor envolvido. Resultado. Próximo.

 

O que os diretórios esperam é outra coisa: uma narrativa coerente que conecte os casos à identidade do escritório, ao momento do mercado e à profundidade da equipe. Institutional overview, casos e referees não são três seções independentes. São três atos de uma mesma história.

 

Quando essas partes não conversam entre si, o pesquisador percebe. A leitura perde ritmo. O escritório perde credibilidade. Não por incompetência, mas por falta de articulação.

Casos bons, contexto fraco

O segundo erro está na forma de apresentar os casos. Muitos escritórios descrevem o que fizeram sem explicar o que isso significou. “Assessoramos a empresa X na aquisição Y” diz muito menos do que deveria.

 

O que o pesquisador quer entender é: qual era o desafio real? Qual foi a contribuição específica dessa banca, e não apenas da operação? O que tornou esse caso estrategicamente relevante naquele setor, naquele momento?

 

Sofisticação técnica não é autoevidente. Ela precisa ser comunicada com precisão e sem arrogância. Um equilíbrio difícil, mas essencial.

O pilar que mais pesa e menos recebe atenção

Os referees são um dos pilares centrais da pesquisa. São eles que validam, na voz de quem contratou, tudo o que o escritório apresentou no formulário. E aqui existe uma lógica que muitos escritórios invertem: o que o referee tem a dizer vale muito mais do que o cargo que ele ocupa.

 

Indicar um CEO ou um diretor jurídico de alto escalão pode parecer estratégico. Mas se essa pessoa teve contato periférico com o trabalho, suas respostas serão genéricas. O pesquisador percebe. A credibilidade da submission cai justamente no ponto em que ela deveria ser mais sólida.

 

O cliente que acompanhou a operação de perto, que entendeu o raciocínio jurídico, que viveu o impacto da entrega: esse é o referee que fortalece uma submission. Não importa o título. Importa a profundidade do que ele pode relatar.

 

Escolher referees com esse critério, alinhar o que será dito e garantir coerência entre o que o escritório afirma e o que o cliente confirma é parte do trabalho estratégico que separa uma submission boa de uma submission que convence.

A armadilha do prazo

Outro erro estrutural é tratar a submission como um evento pontual. A maioria dos escritórios começa a pensar no formulário semanas antes do prazo. O resultado é previsível: casos mal documentados, contextos reconstruídos de memória, referees indicados no limite do tempo sem verificação de disponibilidade.

 

Uma submission forte começa a ser construída no momento em que o caso começa. A documentação de evidências, o alinhamento com clientes sobre referências futuras e o mapeamento das práticas que serão submetidas são trabalho contínuo, não sprint de última hora.

 

Escritórios que chegam ao prazo com o trabalho já feito sobem de banda. Os que chegam montando tudo na correria repetem o resultado do ano anterior.

Estratégia específica para cada diretório

Chambers, Legal 500 e Leaders League podem ser intercambiáveis. Porém, precisamos ter uma estratégia específica para cada uma delas. Apesar de todas terem a mesma metodologia geral, cada uma tem critérios próprios de análise e medidas diferentes para os componentes da submission.

 

Uma estratégia genérica, o mesmo formulário adaptado para três diretórios, raramente funciona bem em todos. 

 

Tratar cada diretório como um interlocutor específico, com linguagem e ênfases ajustadas, é a diferença entre participar e competir.

O que muda quando a submission é tratada como estratégia

Quando o processo de rankings deixa de ser uma tarefa administrativa e passa a ser tratado como estratégia de posicionamento, o resultado muda. Não imediatamente, mas de forma consistente.

 

Escritórios que entendem o formulário como uma oportunidade de comunicação qualificada conseguem traduzir em linguagem de ranking o que já fazem bem. Não precisam ser maiores. Não precisam ter mais casos. Precisam ser mais precisos, mais coerentes e mais estratégicos na forma como se apresentam ao mercado.

Pronto para entrar nos rankings?

Chambers and Partners
The Legal 500
Leaders League
IP STARS
Lexology Index
Latin Lawyer
IFLR1000
ITR World Tax

A END MKT é especializada em posicionamento de escritórios de advocacia nos principais rankings jurídicos do Brasil e do mundo.

Faça seu diagnostico

Relacionados

Rankings de alto nível. Pronto para o próximo nível?

Preencha o formulário e nossa equipe entrará em contato em até 24 horas com um diagnóstico inicial.

contato@endmkt.com Resposta em até 24h